O CLARÃO É DEUS - MAITÊ PROENÇA
Deus surgiu na minha vida aos 6 anos de idade, e chegou junto com o pecado. Filha de pais ateus, até então, eu não havia sido apresentada a uma coisa nem outra. Um dia colocaram-me num colégio de freiras no qual rapidamente fui atualizada sobre essas questões importantes da vida. Ali aprendi que algumas faltas eram mais graves que outras. Matar, por exemplo. Mas eu nunca matei ninguém... Ah, é? E, quando você caminha, o que acontece com todas aquelas formigas que vão sendo pisoteadas? Assustada, passei meses andando de cabeça baixa para evitar tamanho pecado. Trocaram-me de colégio.
Passou-se um ano, e surgiu o assunto da primeira comunhão. Você não vai fazer? Não sei, o que é isso? É para Deus te perdoar dos pecados. Ahn... Em casa, minha mãe tirava dúvidas a sua maneira: Deus é como Papai Noel, só existe para quem acredita nele. E ela sabia que eu já não acreditava. Assim, pulamos a primeira comunhão.
Aí minha mãe morreu, meu pai pirou, e por coincidência fui parar numa hospedaria para filhos de missionários luteranos americanos, espalhados pelo Brasil. Ali rezava-se antes de cada refeição, e, à noite, por uma hora de fervor, cantavam-se hinos de louvor a Cristo. Éramos 30 meninas e meninos, de 5 a 18 anos, cuidados por um casal que viera de Minnesota com a missão de manter a fé daqueles pirralhos custasse o que custasse. Meu caso deu certo trabalho. Eu não fazia parte da turma, não tinha fé alguma, e era imprescindível integrar-me às crianças cristãs antes que elas se integrassem a meus modos pagãos. Acontece que aquela gente era muito boa, e eu andava numa carência infinita. Então, com o amor que me dedicaram, demorou pouco para que eu me bandeasse de armas e bagagem, pensamentos e espírito para onde a seta luterana apontava. Assim, aos 14 anos, passei a viajar pelo Brasil uma vez por mês, dando testemunhos de minha conversão a Jesus em igrejas protestantes espalhadas pelo país. Aos 16, cansei dessa vida, discuti com o responsável da hospedaria e fui bater na porta de uma igreja. Católica. Você é padre, não é? Pois eu sou órfã, e não tenho onde morar. Padre Xico me convidou para morar na torre da igreja, e ali me instalei por um par de anos. No térreo ficava a sala de estar. O sacerdote morava no 1o andar, o segundo piso servia para hospedar bispos e monsenhores, e no terceiro ficava meu quarto. Certa vez aconteceu um show do Vinicius e Toquinho na cidade, e eu fui conferir. Ao final do espetáculo, fui cumprimentar os artistas, e Toquinho se ofereceu para me levar em casa. Quando pedi que estacionasse na porta da igreja, o moço não entendeu nada. Você mora com o padre? Moro. E você dá para o padre? Não, o padre é casto, e eu sou virgem - não dou para ninguém. As segundas intenções que levaram Toquinho a me acompanhar, tão gentilmente, até minha casa morreram ali. Anos depois, já atriz, eu contei essa história para ele, e ambos demos boas risadas.
A vida foi seguindo. Levou-me para a Europa, e dali para a Ásia, numa peregrinação que durou dois anos. Eu ia a pé, de carona, como desse - e ia conhecendo bem a gente local. Quando se viaja pobre, precisa-se das pessoas, da generosidade delas, de suas gentilezas. Nessa troca diária em que eu também tinha de estar disponível, conheci muita gente boa e simples. E gente simples tem religião. Pelas pessoas, e não por interesse em suas crenças, fui novamente levada a Deus. Agora Ele ganhava várias faces, e as formas de louvá-Lo eram múltiplas e sempre muito fervorosas. Assim, fui percebendo que Deus não dava a mínima se a gente queria chamá-lo de Buda, Maomé, Oxalá ou Jesus. Deus não cabia numa caixinha, nem na minha compreensão, e isso de certa forma me confortava.
Então, quando mais tarde a vida apertou e minhas pessoas começaram a morrer muito pela segunda vez - amigos, meu pai e meu irmão se mataram - e minha solidão precisava de um amor sobrenatural para sará-la, lembrei de Deus, e fui procurá-lo. Quando encontrei, Ele era um Deus maduro e generoso, que me curou por inteiro, e, como que para me separar definitivamente de todo mal, ainda me deu uma filha de presente. Eu que tentava havia dez anos, sem nenhum problema físico, só consegui engravidar quando virei uma pessoa completa, ou seja, de espiritualidade plena. Não vou contar, porque não cabe aqui, como se deram os milagres de minha vida, mas esse de minha filha aconteceu exatamente nessas circunstâncias.
O Deus que hoje reconheço tem a face feminina, é doce, tolerante, compreensivo e infinitamente bom. É Ele quem me orienta e me encaminha todos os dias em cada momento. Olhando para trás e lembrando de tantas ocasiões em que poderia ter desistido de tudo, mas não o fiz, percebo que sempre houve um clarão ao fim de cada túnel, e que essa luz dava sentido a todos os aspectos de minha caminhada.
MAITÊ PROEZA
Aconteceu há muito tempo e relatar aqui o dia e a razão estragaria o que tenho a dizer.
Assim, cito que ali, conheci a fundo Maitê Proença . E busquei mais .
Foi assim que tomei consciência de algo que nos dias de hoje, é quase uma lei [egoica] .
Foi assim que tomei consciência de algo que nos dias de hoje, é quase uma lei [egoica] .
Costumo dizer que ninguém tem que ser orgulhar por ser fisicamente bonito. Isto adveio da genética, nasceu-se assim e ponto. Mulheres bonitas, por exemplo , que existem mundo afora - e lucram com isso, em passarelas e daí por diante - ou, expressando-me melhor, ganham muito dinheiro. E isto não tem propriamente a ver com ficar ou ser Rico. Riqueza. São coisas bem distintas, uma e outra.
Via Maitê Proença , descobri o significado de ser uma Bonita Mulher. Esta é uma Beleza
adquirida , conquistada vida afora - e cada um tem seu caminho e encara. Encara, Enfrenta.
E vence. Por isto, mérito e medalha de honra .
Assim é a Beleza adquirida é tornar-se uma Bonita mulher.
Eu não sei quem Maitê pensava que era - hoje sei, tenho absoluta ciência e certeza de sua verídica história. A infância, o decorrer da estrada, percalços,concordância, definições,decisões e atitudes.Estrada, caminhada, queda e salto,reergue-se,Voo. Comunhão Consigo e com o Outro, no decorrer do percurso de aprendizado, crescimento . Descoberta de regiões e legiões.
Não conte pra ninguém, Maitê, mas como eu gostaria de ter tanta Coragem - e Ir .
Dar rumo, sem rumo algum, me entende ? Ir .
Embora eu seja corajosa para encarar determinadas propostas , senão a consciência pesa.
Contudo, voltarei a falar dela, que é o que me propus aqui. Pretensão minha, fazer brilhar quem
já brilha há tempos. Porém, trago isto para meu direito de expor minha admiração e honra .
Falar dela, abrir o jogo, contar a história com palavras minhas,dado ao significado.
Principalmente hoje, onde a beleza, o culto ao corpo, a busca egoica desenfreada,são o foco.
E perde-se em algo valioso - e por isto sem preço- endereço :
dentro de Nós, a moradia da Beleza.
Aquela que advém de dentro pra fora e assim, nos conscientiza mesmo sobre os quase
antônimos: Vaidade e Valioso. Eu e Outro. Singular e Plural .
Maitê Proeza pelo seu perfil como Mulher e Ser Humano, Gente, me encantaram
[ (isto me surpreendeu, pois de Mulheres, gosto somente das minhas Advogada,Contada e
Terapeuta. As demais eu tolero, porque não tem outro jeito.)
Brincadeira, pois tem n Mulheres de quem gosto,admiro e tenho muita afeição.]
A admiração especial, a ela confessada aqui, foi porquê eu - como todas-já olho uma mulher
bonita , com certa inveja*; ao conhecer a Atriz em todos e todo seu potencial, isto tomou forma,
definitivamente.
Entretanto,entre tudo,ao descobri-la a fundo, isto cresceu e tornou-se,
de Admiração a Consternação: uma Mulher e tanto é Maitê Proença
Proeza foi o termo que achei, de forma terna e sincera de falar dela,pois enfrentar toda
a Caminhada à qual se propôs e tomou rumo - exprime um certo sentido. E ainda falta.
Então chega a Hora - e nasce Maria .
Aqui é o momento que a gente tem a certeza - além da exposição poética da própria Maitê-
porquê também Nós procriamos e sabemos o valor do Ventre e de Quem vem dali .
Nasce Maria que em estrela que respira - o brilho, é genético - dá forma e
sentido à aventura de Viver e o propósito de Existir .
Segue pois, Maitê Proença a sua Caminhada, ao existir interpreta e traduz a fome disto,
já que guardava dentro de si, a Luz ,
e pré-sentia a cor do nome: a estrela- Maria .
Maristela Dias da Cunha
* Evidenciei o asterisco, para que eu não citasse/sujasse o texto com este comentário.
Inveja, é um sentimento que eu não sei sentir. Juro.
Inveja, não .
Tenho admiração e honra por algumas pessoas, principalmente Amigas, de quem
estou próxima e outras as quais convivo e a cada degrau destas, aplaudo, de coração.
Via Maitê Proença , descobri o significado de ser uma Bonita Mulher. Esta é uma Beleza
adquirida , conquistada vida afora - e cada um tem seu caminho e encara. Encara, Enfrenta.
E vence. Por isto, mérito e medalha de honra .
Assim é a Beleza adquirida é tornar-se uma Bonita mulher.
Eu não sei quem Maitê pensava que era - hoje sei, tenho absoluta ciência e certeza de sua verídica história. A infância, o decorrer da estrada, percalços,concordância, definições,decisões e atitudes.Estrada, caminhada, queda e salto,reergue-se,Voo. Comunhão Consigo e com o Outro, no decorrer do percurso de aprendizado, crescimento . Descoberta de regiões e legiões.
Não conte pra ninguém, Maitê, mas como eu gostaria de ter tanta Coragem - e Ir .
Dar rumo, sem rumo algum, me entende ? Ir .
Embora eu seja corajosa para encarar determinadas propostas , senão a consciência pesa.
Contudo, voltarei a falar dela, que é o que me propus aqui. Pretensão minha, fazer brilhar quem
já brilha há tempos. Porém, trago isto para meu direito de expor minha admiração e honra .
Falar dela, abrir o jogo, contar a história com palavras minhas,dado ao significado.
Principalmente hoje, onde a beleza, o culto ao corpo, a busca egoica desenfreada,são o foco.
E perde-se em algo valioso - e por isto sem preço- endereço :
dentro de Nós, a moradia da Beleza.
Aquela que advém de dentro pra fora e assim, nos conscientiza mesmo sobre os quase
antônimos: Vaidade e Valioso. Eu e Outro. Singular e Plural .
Maitê Proeza pelo seu perfil como Mulher e Ser Humano, Gente, me encantaram
[ (isto me surpreendeu, pois de Mulheres, gosto somente das minhas Advogada,Contada e
Terapeuta. As demais eu tolero, porque não tem outro jeito.)
Brincadeira, pois tem n Mulheres de quem gosto,admiro e tenho muita afeição.]
A admiração especial, a ela confessada aqui, foi porquê eu - como todas-já olho uma mulher
bonita , com certa inveja*; ao conhecer a Atriz em todos e todo seu potencial, isto tomou forma,
definitivamente.
Entretanto,entre tudo,ao descobri-la a fundo, isto cresceu e tornou-se,
de Admiração a Consternação: uma Mulher e tanto é Maitê Proença
Proeza foi o termo que achei, de forma terna e sincera de falar dela,pois enfrentar toda
a Caminhada à qual se propôs e tomou rumo - exprime um certo sentido. E ainda falta.
Então chega a Hora - e nasce Maria .
Aqui é o momento que a gente tem a certeza - além da exposição poética da própria Maitê-
porquê também Nós procriamos e sabemos o valor do Ventre e de Quem vem dali .
Nasce Maria que em estrela que respira - o brilho, é genético - dá forma e
sentido à aventura de Viver e o propósito de Existir .
Segue pois, Maitê Proença a sua Caminhada, ao existir interpreta e traduz a fome disto,
já que guardava dentro de si, a Luz ,
e pré-sentia a cor do nome: a estrela- Maria .
Maristela Dias da Cunha
* Evidenciei o asterisco, para que eu não citasse/sujasse o texto com este comentário.
Inveja, é um sentimento que eu não sei sentir. Juro.
Inveja, não .
Tenho admiração e honra por algumas pessoas, principalmente Amigas, de quem
estou próxima e outras as quais convivo e a cada degrau destas, aplaudo, de coração.



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