Tenho visto ultimamente, um problema quanto a uma bolsa minha. É uma griffe famosa e compensou o valor pago, pelo tempo que já a tenho: mais de dez anos. Se ela falasse, eu estaria perdida, quanto ao que sabe de mim, dado ao tempo juntas...
As peças/produtos conceituados, trabalham bem as todas as variáveis que se resumem numa palavra: QUALIDADE. Inclusive a Beleza está dentro disto: tudo que tem Qualidade é Belo; mas a recíproca não é necessariamente verdadeira.
E ao longo do tempo, fui descobrindo que embora de uma marca conceituada, essa bolsa tem algo muito desconfortável: por ser grande, tudo o que está dentro dela se perde. Ocorre sempre de eu ficar procurando a carteira, a pequena bolsa de moedas, a caixa dos óculos, entre outras coisas . Em suma: o que está lá dentro se mistura ,me causa desconforto e obviamente, me atrasa.[ Por falar em ' pressa' do cotidiano ,tenho que contar: descobri outro dia um relojoeiro que eu procurava, literalmente , há muito tempo. E em sua pequena loja, tem um despertador, lindo, do século passado. Antiquíssimo.E pedi a ele que tirasse os ponteiros ( sabia que era de valor pessoal dele e conversamos sobre isto. ) Levei para a minha casa. Pelo menos lá dentro , num canto, Eu domino o Tempo. ]
Voltando ao tema, dia destes, algo de muito interessante aconteceu : sentada no banco de um Banco - substantivo tão próprio - comentei algo com uma senhora que estava ao meu lado. Eu estava há um bom tempo procurando e disse: “- Gosto tanto desta bolsa, mas já estou ficando chateada com ela. Justamente por ser tão grande, faz com que eu perca as coisas aqui dentro e demore a encontrar tudo. Quando estamos entrando num banco, então, que temos que tirar as chaves e o celular, rapidamente, aí ...”
E ela, sorrindo, respondeu-me: “ Sei bem do que você está falando. Aconteceu muito comigo . Por isto hoje, sempre que vou comprar uma, verifico principalmente se o tecido interno é claro. Caso não seja, não hesito: não compro.”
Fiquei corada. E respondi a ela que não sei como eu não tinha visto isto ( principalmente aqui, Você, Leitor, guarde segredo) . É que o Marrom me chama tanto a atenção , gosto tanto da cor – justamente por ser clássica, mais calada e não sujar – que é a que sempre busco. No entanto, porquê preocupar-me com isto, se a parte interna da bolsa não se suja, não está exposta?
Coloquei a esta gentil senhora acerca de tudo o que citei , rimos um pouco e quando a senha foi chamada, nos despedimos e ela se foi. Aliás, quero comentar também que, assim que cheguei e sentei-me ao seu lado , chamou minha atenção o fato de ela – tem parece ter bem mais de setenta anos ! – estar ali, na fila comum. E lembrei-me de Picasso: ‘ Leva-se muito tempo para ser Jovem’. Verdade preciosa. Lúcida, saudável e certamente, tendo um pouco mais de Tempo, sentou-se ali e aguardou. E como se não bastasse, ensinou-me algo importante.
Fiquei a pensar sobre isto . Deveríamos ser como as Bolsas, claros, por dentro . Nosso interior deveria mostrar tudo facilmente, impedindo que houvesse dificuldade para encontrarmo-nos – ou o que o Outro busca, em cada um de Nós .
Contudo, se há Escuridão , que levemos para nosso interior Pessoas- peças claras, límpidas , que ajudarão a serem encontrados realmente o
que se precisa, lá dentro. Em cada um , existe muito de bom,sempre ; entretanto,pode ser que a cor escura do tecido- emocional esconda - ou mesmo , apague . E se decidirmos - Livre - Arbítrio - a Luz será acendida . Iluminaremo-nos .
E principalmente, devemos estar atentos se não seremos Nós ,que devemos lidar com o que de escuro existe dentro do Outro . Propiciar a ele , a chance de ordenar mais seu interior : iluminá-lo. Mesmo porquê, apesar da escuridão, há Grandeza. Onde há Escuridão , por mais paradoxal que pareça, também mora a Certeza da Luz .
Ao fim disto tudo, estaremos sendo realmente algo assim, que, se comparados à bolsa, seremos o que se deve ser: Bolsa de Valores.
sábado, 18 de agosto de 2012
O ANTÔNIMO DO AMOR
Tudo em nosso idioma me encanta. As palavras – fonetica, sensorial, poeticamente; a forma como se manifestam, são um laboratório meu . Nutro-me delas e observo como cirandeiam dentro e em volta da gente .
Ao pronunciá-las , temos uma intenção e por vezes, acabamos por atingir outra – ou não alcançamos exatamente o que gostaríamos. Palavras além de expressar, dizem ; dependendo do que falamos, além de escutados, somos ouvidos: são coisas bem diferentes. E são importantíssimas .
Tenho um problema sério com as palavras ditas em inglês, aqui no Brasil. Já disse Justine Espírito Santo ( quem interessar-se, entre no frasesilustradas, por Cléo Pontual; ou tem tb o frazz.com ) já disse: ‘De tudo o que você diz em português as pessoas duvidam ‘ .E eu complemento : tudo o que vc diz em Português, as pessoas desprezam. Infelizmente, é isto. Mas quero aqui comentar sobre isto da Vida que as Palavras tem e o que como se manifestam prefiro repetir esta, aqui, em razão do significado dela. ‘Manifestar-se’ está ligado a Coragem e a esta é ousada . Como as Palavras são , em nosso lindo – lindo! - idioma.
Observe como Lânguido , escorre, desliza , quando falamos. Sôfrego, está ligado a sedento, este pode até mesmo ser seu sinônimo.[Por falar nisto, lembrei-me que não considero o Ódio o antônimo de Amor . Isto porque se o Amor é o sentimento mais sublime, seu antônimo é a Inveja, o pior e um dos mais perigosos, com certeza. É citado o Ódio, como o contrário do Amor, mas na gramática da Vida está errado. O Ódio sempre se mostra, é manifesto; quando Alguém sente pelo Outro, não consegue esconder e grita. E assim, a Relação é resolvida. Existem duas alternativas: ou tudo soluciona-se , em diálogo, pondo tudo em pratos limpos ou definitivamente afasta-se , já que a Relação é inviável . Infelizmente,a Inveja, não. É um sentimento latente, escondido, estratégico. Age com perspicácia, ludibria e engana. Trai. Por isto é perigosa e a mais feia das Palavras, sendo assim o antônimo do Amor – o mais sagrado dos Sentimentos. ]
Voltando e aproveitando a deixa [ e veja que esta palavras tem dois significados: o verbal que adveio da Linguagem e outra – a que usei – que foi ‘ criada ‘ por nós ( e adoro palavras que o Sentimento impõe, foneticamente !)] veja como Inveja está associada a Imposto, uma palavra rude, rígida . Sim, porque a Inveja nunca é gratuita, voluntária, proposital : nunca. Está ligada a sérios – e graves - comprometimentos quase que sempre, de ordem Emocional.
Como é comum, quando escrevo, viajei; mas darei seguimento ao que expunha .Veja Você o quanto a palavra Afago te envolve, acaricia; e aproveitando esta, ouça como Carícia abraça a gente, ampara, acolhe.(Por falar nisto, lembrei-me de algo que considero interessante: quando vamos nos despedir de Alguém,e é uma despedida ' social', digamos assim, falamos ' Abraços'ou seja, muitos,Plural. No entanto, se na despedida , o Afeto entra no meio, com a voz mais entoada e firme, citamos ' Abraço', no Singular. Nunca consegui entender isto : o substantivo 'Abraço', no Plural, é
Social. No Singular, um único Abraço, é bem mais valioso.Um único Abraço rela ( sabe que isto quer dizer ?) rela,é Afetivo. Ininteligível, às vezes, a gramática do Sentimento .) Retomando, Carícia , me lembra Gesto , que é um som doce, fala sempre de um movimento de Solidariedade ou até mesmo, Afago .E um gesto de afago ,dispensa qualquer palavra – sem querer depreciá-las.
Citando estas coisas tão boas, fui para o sentimento-antônimo – Gesto nunca é imposto e pensei no Imposto, que como verbo e substantivo (!) é uma palavra rude, forçosa. Machuca. E a ela dá seguimento a outra que não gosto de ouvir de forma alguma : rancor.Esta significa e lembra mágoa, nódoa no Coração . Todas estas das quais falei mal, pra mim, estão ligadas a Conflito.Só pra fechar isto aqui, citarei outra que pressinto mal , a Fuga , uma palavra-sentimento inseguro, fraco . No meu dicionário-afetivo, eu a vinculo sempre a Medo e Discórdia – e que é o pior de tudo: quando discordamos de Nós mesmos.
Mas nesta brincadeira, experimente agora sentir se Veloz ; remete -nos a Ágil e não é por ser sinônimo; é mais do que isto. Da mesma forma, sinto que Alienação é um substantivo-sentimento .E talvez pelo quase antônimo deste, sinto uma que gosto muito , a palavra Resgate. Ela sempre traz de novo, faz-nos sentir Persistência, Dedicação. E nunca se pensa/ouve/sente o resgate do Ódio, do Rancor, da Tristeza. Não. É sempre o resgate do Amor, do Valor, da Vida.Resgate dos Corpos, por árdua busca, em grandes tragédias. Resgate é uma palavra que está mais do que ligada a Cidadania – termo difícil e árduo de exercitar-se; tem quase algo de Sagrado a ver com isto. Talvez seja porque, por mais ligado que esteja a Sociedade; e infelizmente, não está mais assim tão próximo das atitudes dos seres que não são mais tão Humanos .Cidadão hoje quase quer dizer gente- em- extinção. Porque na prática, hoje...
Para concluir isto aqui ( se deixar , acho que me entrego para algum terapeuta que esteja lendo isto, pela associação de ideias...) citarei duas entrevistas muito boas do meu doce Enjoo Soares - é o apelido que um grande amigo, neurologista/cientista na Profissão e na Vida - colocou nele e de certa forma, concordo . Ele é por demais culto e muito inquieto ! Sou fã incondicional do Jô.
A primeira foi com Maria Beltrão – jornalista e apresentadora – uma figura ímpar, que justamente comentou isto da sua conduta ter mudado uma linha da apresentação.Segundo ela, a Notícia não necessariamente deve ser carrancuda ,séria ( ela fez uma perfeita associação das palavras!) – e quando se fala em Notícia no que diz respeito a Economia, sempre associamos a algo de não pode ser apresentado sem seriedade e sim, mais formalmente .E ela gosta do reverso, de aproveitar bem os ‘ deslizes’ e imprevistos. Inclusive, foi apresentada gravação de uma notícia da Fátima Freire, que foi realmente marcante, hilária para ela e para nós: a mesma não conseguiu parar de rir e a notícia foi ao ar . Enfim, toda a entrevista de Maria Beltrão, foi focada nisto de Expressões, Palavras,Entonação .
E depois o programa foi concluído com a presença de Odete Vieira, recém-formada em Direito, uma profissional muito inteligente que acaba de concluir um curso tão significativo – e que já demonstra uma grande aptidão para o ofício. Com uma ressalva: a primeira coisa que ela terá que defender a própria causa ,demonstrando que está pronta para exercício da profissão. Isto porque ela formou-se agora, com 84 anos.
A entrevista demonstrou uma Mulher ímpar, astuta e justamente (!) em razão da idade , demonstrou ter uma relação( sou obrigada a parar aqui e comentar do que sempre digo sobre esta palavra linda.
Você deve concordar comigo : Relação deve ter advindo o verbo Relar, tocar o Corpo do Outro com zelo – relar toca o Coração )como estava dizendo, uma relação saudabilíssima com a Vida ; pretende fazer mestrado e doutorado, com o propósito de defender causas referentes a questões políticas, as quais ela não concorda... E acabei entendendo isto da idade : é filha de uma Índia . E uma das frases de Antônio Callado que concordo muito é que ‘ Os índios fascinam a gente porque são anteriores ao Tempo ‘. Foi exatamente isto.
‘ Todavia’ – fecharei com esta palavra, porque embora quase que antiquada, esta me lembra convicção do que está sendo exposto – algo me chamou mais a atenção. Em contato com um jovem, ele teria citado algo acerca de sexualidade e idade, ou seja, da vida sexual ser calada nesta idade. E ela respondeu-lhe : ‘ O meu brinquedo é de abrir e fechar, o seu é de armar ‘. A rima e a procedência – e a sagacidade das palavras com as quais ela respondeu , foram fantásticas.
Assim, friso que as Palavras são por demais importantes para mim, de A a Z ; de Augusto do Anjos
( Ele sabe que o considero Poeta da Verdade e não aquele outro , socialmente divulgado,
de forma alguma ) a Zélia Gattai - que se foi ...Concluindo, naquela madrugada, fui testemunha de que as palavras ali ditas por ela firmaram uma frase ( eu e minhas citações... mas são precisas) citada por Pablo Picasso, que deveria estar impressa na carteira de identidade de todo e qualquer Indivíduo : ‘ Leva-se muito tempo para ser Jovem .’ Nesta frase estão contidas duas palavras valiosa , as quais dominam-nos e estão diretamente ligadas à Propriedade de nossa trajetória : Tempo e Verdade.
Ao pronunciá-las , temos uma intenção e por vezes, acabamos por atingir outra – ou não alcançamos exatamente o que gostaríamos. Palavras além de expressar, dizem ; dependendo do que falamos, além de escutados, somos ouvidos: são coisas bem diferentes. E são importantíssimas .
Tenho um problema sério com as palavras ditas em inglês, aqui no Brasil. Já disse Justine Espírito Santo ( quem interessar-se, entre no frasesilustradas, por Cléo Pontual; ou tem tb o frazz.com ) já disse: ‘De tudo o que você diz em português as pessoas duvidam ‘ .E eu complemento : tudo o que vc diz em Português, as pessoas desprezam. Infelizmente, é isto. Mas quero aqui comentar sobre isto da Vida que as Palavras tem e o que como se manifestam prefiro repetir esta, aqui, em razão do significado dela. ‘Manifestar-se’ está ligado a Coragem e a esta é ousada . Como as Palavras são , em nosso lindo – lindo! - idioma.
Observe como Lânguido , escorre, desliza , quando falamos. Sôfrego, está ligado a sedento, este pode até mesmo ser seu sinônimo.[Por falar nisto, lembrei-me que não considero o Ódio o antônimo de Amor . Isto porque se o Amor é o sentimento mais sublime, seu antônimo é a Inveja, o pior e um dos mais perigosos, com certeza. É citado o Ódio, como o contrário do Amor, mas na gramática da Vida está errado. O Ódio sempre se mostra, é manifesto; quando Alguém sente pelo Outro, não consegue esconder e grita. E assim, a Relação é resolvida. Existem duas alternativas: ou tudo soluciona-se , em diálogo, pondo tudo em pratos limpos ou definitivamente afasta-se , já que a Relação é inviável . Infelizmente,a Inveja, não. É um sentimento latente, escondido, estratégico. Age com perspicácia, ludibria e engana. Trai. Por isto é perigosa e a mais feia das Palavras, sendo assim o antônimo do Amor – o mais sagrado dos Sentimentos. ]
Voltando e aproveitando a deixa [ e veja que esta palavras tem dois significados: o verbal que adveio da Linguagem e outra – a que usei – que foi ‘ criada ‘ por nós ( e adoro palavras que o Sentimento impõe, foneticamente !)] veja como Inveja está associada a Imposto, uma palavra rude, rígida . Sim, porque a Inveja nunca é gratuita, voluntária, proposital : nunca. Está ligada a sérios – e graves - comprometimentos quase que sempre, de ordem Emocional.
Como é comum, quando escrevo, viajei; mas darei seguimento ao que expunha .Veja Você o quanto a palavra Afago te envolve, acaricia; e aproveitando esta, ouça como Carícia abraça a gente, ampara, acolhe.(Por falar nisto, lembrei-me de algo que considero interessante: quando vamos nos despedir de Alguém,e é uma despedida ' social', digamos assim, falamos ' Abraços'ou seja, muitos,Plural. No entanto, se na despedida , o Afeto entra no meio, com a voz mais entoada e firme, citamos ' Abraço', no Singular. Nunca consegui entender isto : o substantivo 'Abraço', no Plural, é
Social. No Singular, um único Abraço, é bem mais valioso.Um único Abraço rela ( sabe que isto quer dizer ?) rela,é Afetivo. Ininteligível, às vezes, a gramática do Sentimento .) Retomando, Carícia , me lembra Gesto , que é um som doce, fala sempre de um movimento de Solidariedade ou até mesmo, Afago .E um gesto de afago ,dispensa qualquer palavra – sem querer depreciá-las.
Citando estas coisas tão boas, fui para o sentimento-antônimo – Gesto nunca é imposto e pensei no Imposto, que como verbo e substantivo (!) é uma palavra rude, forçosa. Machuca. E a ela dá seguimento a outra que não gosto de ouvir de forma alguma : rancor.Esta significa e lembra mágoa, nódoa no Coração . Todas estas das quais falei mal, pra mim, estão ligadas a Conflito.Só pra fechar isto aqui, citarei outra que pressinto mal , a Fuga , uma palavra-sentimento inseguro, fraco . No meu dicionário-afetivo, eu a vinculo sempre a Medo e Discórdia – e que é o pior de tudo: quando discordamos de Nós mesmos.
Mas nesta brincadeira, experimente agora sentir se Veloz ; remete -nos a Ágil e não é por ser sinônimo; é mais do que isto. Da mesma forma, sinto que Alienação é um substantivo-sentimento .E talvez pelo quase antônimo deste, sinto uma que gosto muito , a palavra Resgate. Ela sempre traz de novo, faz-nos sentir Persistência, Dedicação. E nunca se pensa/ouve/sente o resgate do Ódio, do Rancor, da Tristeza. Não. É sempre o resgate do Amor, do Valor, da Vida.Resgate dos Corpos, por árdua busca, em grandes tragédias. Resgate é uma palavra que está mais do que ligada a Cidadania – termo difícil e árduo de exercitar-se; tem quase algo de Sagrado a ver com isto. Talvez seja porque, por mais ligado que esteja a Sociedade; e infelizmente, não está mais assim tão próximo das atitudes dos seres que não são mais tão Humanos .Cidadão hoje quase quer dizer gente- em- extinção. Porque na prática, hoje...
Para concluir isto aqui ( se deixar , acho que me entrego para algum terapeuta que esteja lendo isto, pela associação de ideias...) citarei duas entrevistas muito boas do meu doce Enjoo Soares - é o apelido que um grande amigo, neurologista/cientista na Profissão e na Vida - colocou nele e de certa forma, concordo . Ele é por demais culto e muito inquieto ! Sou fã incondicional do Jô.
A primeira foi com Maria Beltrão – jornalista e apresentadora – uma figura ímpar, que justamente comentou isto da sua conduta ter mudado uma linha da apresentação.Segundo ela, a Notícia não necessariamente deve ser carrancuda ,séria ( ela fez uma perfeita associação das palavras!) – e quando se fala em Notícia no que diz respeito a Economia, sempre associamos a algo de não pode ser apresentado sem seriedade e sim, mais formalmente .E ela gosta do reverso, de aproveitar bem os ‘ deslizes’ e imprevistos. Inclusive, foi apresentada gravação de uma notícia da Fátima Freire, que foi realmente marcante, hilária para ela e para nós: a mesma não conseguiu parar de rir e a notícia foi ao ar . Enfim, toda a entrevista de Maria Beltrão, foi focada nisto de Expressões, Palavras,Entonação .
E depois o programa foi concluído com a presença de Odete Vieira, recém-formada em Direito, uma profissional muito inteligente que acaba de concluir um curso tão significativo – e que já demonstra uma grande aptidão para o ofício. Com uma ressalva: a primeira coisa que ela terá que defender a própria causa ,demonstrando que está pronta para exercício da profissão. Isto porque ela formou-se agora, com 84 anos.
A entrevista demonstrou uma Mulher ímpar, astuta e justamente (!) em razão da idade , demonstrou ter uma relação( sou obrigada a parar aqui e comentar do que sempre digo sobre esta palavra linda.
Você deve concordar comigo : Relação deve ter advindo o verbo Relar, tocar o Corpo do Outro com zelo – relar toca o Coração )como estava dizendo, uma relação saudabilíssima com a Vida ; pretende fazer mestrado e doutorado, com o propósito de defender causas referentes a questões políticas, as quais ela não concorda... E acabei entendendo isto da idade : é filha de uma Índia . E uma das frases de Antônio Callado que concordo muito é que ‘ Os índios fascinam a gente porque são anteriores ao Tempo ‘. Foi exatamente isto.
‘ Todavia’ – fecharei com esta palavra, porque embora quase que antiquada, esta me lembra convicção do que está sendo exposto – algo me chamou mais a atenção. Em contato com um jovem, ele teria citado algo acerca de sexualidade e idade, ou seja, da vida sexual ser calada nesta idade. E ela respondeu-lhe : ‘ O meu brinquedo é de abrir e fechar, o seu é de armar ‘. A rima e a procedência – e a sagacidade das palavras com as quais ela respondeu , foram fantásticas.
Assim, friso que as Palavras são por demais importantes para mim, de A a Z ; de Augusto do Anjos
( Ele sabe que o considero Poeta da Verdade e não aquele outro , socialmente divulgado,
de forma alguma ) a Zélia Gattai - que se foi ...Concluindo, naquela madrugada, fui testemunha de que as palavras ali ditas por ela firmaram uma frase ( eu e minhas citações... mas são precisas) citada por Pablo Picasso, que deveria estar impressa na carteira de identidade de todo e qualquer Indivíduo : ‘ Leva-se muito tempo para ser Jovem .’ Nesta frase estão contidas duas palavras valiosa , as quais dominam-nos e estão diretamente ligadas à Propriedade de nossa trajetória : Tempo e Verdade.
domingo, 5 de agosto de 2012
OBAMA DANÇOU
Há que se comentar, realmente, quando acontece algo que revira a gente e faz com que repensemos acerca de ideias, conceitos ; principalmente quando isto faz com que cheguemos a conclusões significativas. Eu, sempre que comento um assunto que chamou minha atenção e percebo que o mesmo ocorreu com muitos, aí,não tem jeito: tenho que divulgar. O sentimento é plural, como digo, é Coletivo .
Eis que repente, no Jornal Nacional , entra uma notícia bonita, saudável (!) e mais do que inteligível :Paul McCartney recebeu da Casa Branca o prêmio da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Com a irreverência que é inerente a ele, adentrou o palco com a linguagem – visual e cênica – que lhe é peculiar : seguro , bem dono de si e de quem ali estava.
No entanto , foi impactante na reportagem, quando aparece o presidente dos Estados Unidos, com sua feição de sempre, singular, o sorriso, o figurino sóbrio. É que de repente, sem mais nem menos, surge ali na tela da TV, algo inusitado: Barack Obama dançando . Incrível . O sorriso, o de sempre, mas o Corpo em movimento cadenciado, diferente daquele das reportagens, em discurso ou desembarcando em algum lugar.
E em situações como esta , fico a me perguntar como somos conduzidos condicionados a firmarmos nossas (?) ideias, obedecendo ao que nos é imposto. De repente eu – e inúmeros Telespectadores – nos impactamos com algo que é mais do que natural. Obama dançando. Por quê não ? Unicamente, está fora de nossa linha de Pensamento, ao que estamos sempre acostumados a esperar [ou permitir].
Associei a isto algo que também me surpreendeu. Em razão de ser conduzida sempre ( sinto-me condicionada, feitos os hamsters que trabalhávamos em uma disciplina chamada Psicologia Experimental ), não me conformo e acabo por tomar uma atitude que não seja muito comum – mas que de incomum, não tem nada. Por vezes a gente tem que, literalmente ,tomar coragem; até emprestada , se for o caso.
E assim foi .Estava eu sendo atendida por uma das gravações, quando em contato com uma operadora de telefonia. Como sempre, aquilo que já decoramos : “ Oi, você está sendo atendido ... digite 1 ... “ e por aí vai. Hoje, basicamente, se formos hábeis, nem precisamos falar propriamente com Alguém. Tudo é solucionado pela atendente virtual.
Entretanto, neste dia, tive que esforçar-me por falar realmente com a atendente da operadora ; foi difícil conseguir. Depois disto , tudo resolveu-se na linguagem de sempre ( número do seu telefone, protocolo , enfim, o devido procedimento). E sem conseguir me deter ( felizmente!), conto aqui o diálogo:
Atendente: “ -Posso ajudar-lhe em mais alguma coisa ?”
Eu : “ – Cíntia, vou te tomar a liberdade de te perguntar : como é que está o problema da enchente, o transtorno? A gente tem as notícias pelos jornais, mas FALAR com alguém é diferente ... como é que estão as coisas aí no Rio ? “
Confesso que fiquei constrangida e com a sensação de estar sendo impertinente ou coisa assim.
Percebi nitidamente que a pergunta surpreendeu-a ; a postura vocal, por assim dizer, modificou-se . Bem como perdeu-se a formalidade, já que as palavras foram ditas por Ela, ali e não pela Atendente dali . Foi uma contraditória expressão ( inferência minha, pelo que senti ) de surpresa e confissão. Citou-me que não tinham conseguido sair da empresa, na noite anterior , além do que estavam sem contato com as famílias; enfim, abriu o jogo, entregou-se . E engasgou .
Engasguei-me , também . O que responder ? Tudo vai dar certo, isto passa ? Obrigada pela informação ?
Criei Coragem e disse ( não falei, só, não ; tentei dizer ) : ' -Te agradeço por ter me dado notícias e saiba que a gente está aqui, torcendo; o pior já passou ’, foi o que consegui . E despedi-me .
Ao desligar, fiquei olhando para o telefone e lembrando-me do que tinha sentido na noite da reportagem que citei no início . As duas situações, embora antagônicas - homenagem e tragédia - falavam de Emoção . E de Desafio, frente ao Condicionamento , frente ao que nos é imposto em nosso cotidiano .
Temos de contentarmo-nos, em seguir regras ? Delimitar a postura do Outro, achando ‘ estranho ‘ por perceber que ele também É ? Reprimirmos nosso interesse de con-viver ? Cumprir regras ?
Não . A Gente tem que criar coragem , ter preceito e dizer para o Outro que, qualquer coisa, estamos na escuta . Deletarmos este termo tão encardido chamado ‘ qualidade de vida ‘ e buscarmos aperfeiçoar nosso dia –a-dia ; darmos a merecida qualidade À Vida .
Manda ver, Obama , *dance. Força, Cíntia .O pior Já passou .
Dia de segunda, abraço de primeira.
Maristela
* Sempre discordei quanto ao verbo Dançar ter sido tornado pejorativo . Tem duas frases que concordo muito :
1 - ‘ Eu só acredito em um deus que saiba dançar ‘ . [ Nietszche ]
2- ‘ A dança é a expressão vertical de um desejo horizontal.’ [ George Bernard Shaw ]
Eis que repente, no Jornal Nacional , entra uma notícia bonita, saudável (!) e mais do que inteligível :Paul McCartney recebeu da Casa Branca o prêmio da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Com a irreverência que é inerente a ele, adentrou o palco com a linguagem – visual e cênica – que lhe é peculiar : seguro , bem dono de si e de quem ali estava.
No entanto , foi impactante na reportagem, quando aparece o presidente dos Estados Unidos, com sua feição de sempre, singular, o sorriso, o figurino sóbrio. É que de repente, sem mais nem menos, surge ali na tela da TV, algo inusitado: Barack Obama dançando . Incrível . O sorriso, o de sempre, mas o Corpo em movimento cadenciado, diferente daquele das reportagens, em discurso ou desembarcando em algum lugar.
E em situações como esta , fico a me perguntar como somos conduzidos condicionados a firmarmos nossas (?) ideias, obedecendo ao que nos é imposto. De repente eu – e inúmeros Telespectadores – nos impactamos com algo que é mais do que natural. Obama dançando. Por quê não ? Unicamente, está fora de nossa linha de Pensamento, ao que estamos sempre acostumados a esperar [ou permitir].
Associei a isto algo que também me surpreendeu. Em razão de ser conduzida sempre ( sinto-me condicionada, feitos os hamsters que trabalhávamos em uma disciplina chamada Psicologia Experimental ), não me conformo e acabo por tomar uma atitude que não seja muito comum – mas que de incomum, não tem nada. Por vezes a gente tem que, literalmente ,tomar coragem; até emprestada , se for o caso.
E assim foi .Estava eu sendo atendida por uma das gravações, quando em contato com uma operadora de telefonia. Como sempre, aquilo que já decoramos : “ Oi, você está sendo atendido ... digite 1 ... “ e por aí vai. Hoje, basicamente, se formos hábeis, nem precisamos falar propriamente com Alguém. Tudo é solucionado pela atendente virtual.
Entretanto, neste dia, tive que esforçar-me por falar realmente com a atendente da operadora ; foi difícil conseguir. Depois disto , tudo resolveu-se na linguagem de sempre ( número do seu telefone, protocolo , enfim, o devido procedimento). E sem conseguir me deter ( felizmente!), conto aqui o diálogo:
Atendente: “ -Posso ajudar-lhe em mais alguma coisa ?”
Eu : “ – Cíntia, vou te tomar a liberdade de te perguntar : como é que está o problema da enchente, o transtorno? A gente tem as notícias pelos jornais, mas FALAR com alguém é diferente ... como é que estão as coisas aí no Rio ? “
Confesso que fiquei constrangida e com a sensação de estar sendo impertinente ou coisa assim.
Percebi nitidamente que a pergunta surpreendeu-a ; a postura vocal, por assim dizer, modificou-se . Bem como perdeu-se a formalidade, já que as palavras foram ditas por Ela, ali e não pela Atendente dali . Foi uma contraditória expressão ( inferência minha, pelo que senti ) de surpresa e confissão. Citou-me que não tinham conseguido sair da empresa, na noite anterior , além do que estavam sem contato com as famílias; enfim, abriu o jogo, entregou-se . E engasgou .
Engasguei-me , também . O que responder ? Tudo vai dar certo, isto passa ? Obrigada pela informação ?
Criei Coragem e disse ( não falei, só, não ; tentei dizer ) : ' -Te agradeço por ter me dado notícias e saiba que a gente está aqui, torcendo; o pior já passou ’, foi o que consegui . E despedi-me .
Ao desligar, fiquei olhando para o telefone e lembrando-me do que tinha sentido na noite da reportagem que citei no início . As duas situações, embora antagônicas - homenagem e tragédia - falavam de Emoção . E de Desafio, frente ao Condicionamento , frente ao que nos é imposto em nosso cotidiano .
Temos de contentarmo-nos, em seguir regras ? Delimitar a postura do Outro, achando ‘ estranho ‘ por perceber que ele também É ? Reprimirmos nosso interesse de con-viver ? Cumprir regras ?
Não . A Gente tem que criar coragem , ter preceito e dizer para o Outro que, qualquer coisa, estamos na escuta . Deletarmos este termo tão encardido chamado ‘ qualidade de vida ‘ e buscarmos aperfeiçoar nosso dia –a-dia ; darmos a merecida qualidade À Vida .
Manda ver, Obama , *dance. Força, Cíntia .O pior Já passou .
Dia de segunda, abraço de primeira.
Maristela
* Sempre discordei quanto ao verbo Dançar ter sido tornado pejorativo . Tem duas frases que concordo muito :
1 - ‘ Eu só acredito em um deus que saiba dançar ‘ . [ Nietszche ]
2- ‘ A dança é a expressão vertical de um desejo horizontal.’ [ George Bernard Shaw ]
segunda-feira, 2 de julho de 2012
CALDEIRÃO DA VIDA
O domingo de 12 de Outubro – Dia da Criança!
– trouxe uma surpresa , preparada pelo programa Caldeirão do Huck. Surpreendeu
tanto, que achei por bem expor o que sentimos aqui, do outro lado da telinha.
No início do programa, a
aventura vivenciada na Cordilheira dos Andes e que deixou na família Aranha. ,
algo que vai além de lembrança. É mais, é uma herança afetiva, bem sem preço,
que seguramente dirá respeito ao relacionamento familiar.Talvez seja o ar dos
Andes, que ao invés de congelar, como mecanismo de defesa, aquece. Foi isso
: amarrou fortemente a estrutura
familiar que foi presenteada pela proposta.
Naquele quadro, foi
exposta uma unidade familiar valiosa, a qual deveria ser cotidiano em todas as
células-família. E a experiência acirrou
o laço afetivo. Certamente , a família
Aranha retornou mais – e definitivamente-
unida. Foi uma experiência que tornou o Afeto, fato.
Pois bem . Como se não
bastasse, o Latinha Velha trouxe para o público/telespectador um quadro
realmente especial. A direção do programa muitíssimo bem escolheu e foi
produzido um trabalho mais do que fantástico.
Cito isto, porque
segmentos significativos – Escola + Família + Sociedade + Televisão - uniram-se, para cumprimento de tarefas
distintas, que resultaram em um fim: Solidariedade e Cidadania, palavras que
misturam-se. A Parceria costurou as
atividades propostas, buscando o cumprimento da meta: fazer o Bem, praticizando
o Plural, o Coletivo.
O objetivo primeiro,
era conseguir cumprir a tarefa, para que
Victor fosse premiado. Na verdade, a resposta que o quadro trouxe e
ensinou, é o quanto podemos/devemos socialmente agir Uns pelos Outros, motivando-nos,
assim.
A proposta que deu
início ao quadro, entrou na escola com o Motorista do Amanhã, já dando início a
alfabetizar a Criança, para com as questões do Trânsito, necessidade premente;
Vicente , o Patrulheiro da Paz, foi inteligentemente produzido, gritando
pelo Trânsito na Civilização e também,
por atentarmos para que ele continue transitando, vivo, já que o Urso Polar é animal em extinção. A mensagem,
calada,gritou.
Depois, surpreso e
atônito, Victor soube que a Mãe/ Gláucia, batalhou e conseguiu que o pedido
fosse aceito pelo programa. Victor, ainda extasiado, foi conduzido à belíssima
Orquestra de Metais Lyra , em Tatuí – regida por Adalto Soares, composta por
jovens entre 8 e 15 anos, alunos da rede
Pública; inquestionavelmente, Artistas . Vale ressaltar que o programa chegou
até a orquestra , mundialmente reconhecida, através da atriz Vera Holtz, que é
madrinha da mesma. E o objetivo deste contato, devia-se ao fato de que a tarefa
proposta para que Victor recebesse o premio ,
o mini- Bug reformado , era o
fato de inserir na orquestra, tocando um instrumento. E ele dedicou-se durante
uma semana, ao Quatriton.
Os pais, Gláucia e
Pedro, dedicaram-se à tarefa de recolher roupas e donativos para uma instituição
e conseguiram, com total apoio da Comunidade. Enfim, no sábado, o Caldeirão
aguardava Victor, em sua apresentação.
Devo contar-lhes
que a lágrima desavergonhadamente brincou pelo meu rosto e em segredo, confesso
aqui que numa mistura de Contentamento,Admiração,Respeito e Alegria, aplaudi
sozinha – efusivamente.
Sei que Você, Luciano , naquela tarde ,
seguramente, apresentou uma Rede
Globo maior e a Si mesmo, acresceu bastante. Tarefas como
aquela , que envolvem Cidadania, Solidariedade, enfim, Valores Morais, a gente
tem que ver por ali. E a Música foi um excelente argumento. Podem contar com
nosso merecido Aplauso, por naquela sábado, ter misturado – e bem - a Vida, no
Caldeirão.
domingo, 25 de março de 2012
Foi-se o Chico, nosso ? Não .
Chico Anysio - meu, seu, nosso. Ele nacionalmente vive, na boca e memória afetiva, social.Será sempre,afetivamente coletivo . Certamente, os Professores e a Política cabem ser frisados aqui - mas todos os segmentos o terão vivo, manifesto dentro de si.
Singularizá-lo, seria no mínimo, inviável . Ele é plural . Uso o verbo no presente, porque Chico Anysio unicamente mudou de etapa, mas não irá embora daqui, de forma alguma . Estará sempre por perto , literalmente para nossa alegria. ( Por falar nisto, não que ela tenha dormido triste, ontem. Mas dormiu calada, com certeza. Talvez tenha até ido antes conversar com Deus. )
Uma frase de Chico Anysio, no Citações , de Roberto Dualibi, marcou-me : ‘ Na boca de quem não presta, quem é bom não tem valia.’ Pura verdade. Quem não se preza, despreza quem lhe quer bem, para que fiquem à mesma altura. Quando li tal frase, lembro-me bem que surpreendi-me, pois a citação e Chico Anysio eram destoantes: a frase era dura demais para a entonação alegre-hilária mesmo – de seus quadros, na interpretação de cada papel . E a frase é por demais dura,veemente. O Caráter é assunto muito sério.
Foi aí que me bateu o entendimento, a pertinência da frase, na boca de Chico Anysio : ele tinha muita retidão em seu caráter. Em todos os papeis que vivenciou – refiro-me a vivenciar e não a interpretar- o fez com com ciência e certeza. Daí, nas relações que encarou no decorrer da caminhada, concluiu isto .E cumpriu a obrigação de expor, pois tal frase fala muito. Nesta tem os conceitos ‘ Boca’ e ‘ Valor’, interagindo com ‘ Caráter’ . A citação é rica, em forma e principalmente, conteúdo .
Avaliando melhor, quando estava vestido de Si mesmo, Chico tirava a fantasia de sua boca , ao contrário: trazia a dura realidade para que o Telespectador/ Sociedade vissem .E nisto - doeu agora sentir - creio que ele foi embora triste; ou ainda, entristecido. Exigente como era [ sim, Chico Anysio era exigente, na vida real ] pouco adiantou e Ele , claro, sentiu. Certamente , daí a razão pela qual percebe-se em seu olhar, lá no fundo , a Amargura.
Qual seria a razão pela qual Chico não hesitou em interpretar nenhum dos personagens, revirando todos os perfis/segmentos/classes sociais , fustigando duramente a política, sempre ? Acordar-nos, sem dúvida. Acordar-nos. Paradoxalmente, isto me consola um pouco,pela ida dele . Sem dúvida, de lá, Chico vai continuar. E céu acima, a Amargura não entra. Chico agora é Luz .
Em certa entrevista, Ele disse que não tinha medo de morrer: ‘ mas enquanto der, vou adiando’ . E lá de cima, agora concordou com a data de ida marcada . Sua Ida foi ,realmente,no fechamento do Risadaria, que termina neste domingo. Afinal, Ele inaugurou este festival .
Fica, no fechamento deste , o próprio Chico . Foi a conclusão de um texto, referente a um sonho que teve , onde cita ao final : “...e então, seria o Tempo, para trás, até aparecer o último homem : Adão. O primeiro , a quem Deus colocaria sobre a mão e em vez de soprar para ele, o inspiraria para dentro de Si mesmo."
* Mais dois dias e eu teria a chance de ir até lá, despedir-me dele . Contudo, mesmo estando no Rio, eu não iria: minha formação básica, a Psicologia,afirma que haverá melhor elaboração do luto, se nós virmos o Corpo.Discordo disto .Opto por guardar a memória realmente do Ser vivo.
* Talvez soe estranho conciliar as últimas palavras do tema/ texto com o vídeo, mas não . A mão Divina criou imediatamente Adão e Eva , em propósito, abençoando assim a relação a dois.
Esta entrevista , foi o hilário , ironizando a política - e disto ele nunca abriu mão, nem fechou a boca .
Singularizá-lo, seria no mínimo, inviável . Ele é plural . Uso o verbo no presente, porque Chico Anysio unicamente mudou de etapa, mas não irá embora daqui, de forma alguma . Estará sempre por perto , literalmente para nossa alegria. ( Por falar nisto, não que ela tenha dormido triste, ontem. Mas dormiu calada, com certeza. Talvez tenha até ido antes conversar com Deus. )
Uma frase de Chico Anysio, no Citações , de Roberto Dualibi, marcou-me : ‘ Na boca de quem não presta, quem é bom não tem valia.’ Pura verdade. Quem não se preza, despreza quem lhe quer bem, para que fiquem à mesma altura. Quando li tal frase, lembro-me bem que surpreendi-me, pois a citação e Chico Anysio eram destoantes: a frase era dura demais para a entonação alegre-hilária mesmo – de seus quadros, na interpretação de cada papel . E a frase é por demais dura,veemente. O Caráter é assunto muito sério.
Foi aí que me bateu o entendimento, a pertinência da frase, na boca de Chico Anysio : ele tinha muita retidão em seu caráter. Em todos os papeis que vivenciou – refiro-me a vivenciar e não a interpretar- o fez com com ciência e certeza. Daí, nas relações que encarou no decorrer da caminhada, concluiu isto .E cumpriu a obrigação de expor, pois tal frase fala muito. Nesta tem os conceitos ‘ Boca’ e ‘ Valor’, interagindo com ‘ Caráter’ . A citação é rica, em forma e principalmente, conteúdo .
Avaliando melhor, quando estava vestido de Si mesmo, Chico tirava a fantasia de sua boca , ao contrário: trazia a dura realidade para que o Telespectador/ Sociedade vissem .E nisto - doeu agora sentir - creio que ele foi embora triste; ou ainda, entristecido. Exigente como era [ sim, Chico Anysio era exigente, na vida real ] pouco adiantou e Ele , claro, sentiu. Certamente , daí a razão pela qual percebe-se em seu olhar, lá no fundo , a Amargura.
Qual seria a razão pela qual Chico não hesitou em interpretar nenhum dos personagens, revirando todos os perfis/segmentos/classes sociais , fustigando duramente a política, sempre ? Acordar-nos, sem dúvida. Acordar-nos. Paradoxalmente, isto me consola um pouco,pela ida dele . Sem dúvida, de lá, Chico vai continuar. E céu acima, a Amargura não entra. Chico agora é Luz .
Em certa entrevista, Ele disse que não tinha medo de morrer: ‘ mas enquanto der, vou adiando’ . E lá de cima, agora concordou com a data de ida marcada . Sua Ida foi ,realmente,no fechamento do Risadaria, que termina neste domingo. Afinal, Ele inaugurou este festival .
Fica, no fechamento deste , o próprio Chico . Foi a conclusão de um texto, referente a um sonho que teve , onde cita ao final : “...e então, seria o Tempo, para trás, até aparecer o último homem : Adão. O primeiro , a quem Deus colocaria sobre a mão e em vez de soprar para ele, o inspiraria para dentro de Si mesmo."
* Mais dois dias e eu teria a chance de ir até lá, despedir-me dele . Contudo, mesmo estando no Rio, eu não iria: minha formação básica, a Psicologia,afirma que haverá melhor elaboração do luto, se nós virmos o Corpo.Discordo disto .Opto por guardar a memória realmente do Ser vivo.
* Talvez soe estranho conciliar as últimas palavras do tema/ texto com o vídeo, mas não . A mão Divina criou imediatamente Adão e Eva , em propósito, abençoando assim a relação a dois.
Esta entrevista , foi o hilário , ironizando a política - e disto ele nunca abriu mão, nem fechou a boca .
quinta-feira, 8 de março de 2012
JEITO DE DEPOIS
Hoje tive uma sensação diferente de todas que já senti. Completamente diferente : foi um pouco mágico,apesar de estranho.
Sem mais, nem menos, dentro do carro, quando ouvi, era Elis : ‘Dois pra lá, dois pra cá’. E foi aí que adentrou em Mim, a sensação : nem sei se conseguirei explicar. [ “ Sentindo um frio em minh’alma, te convidei pra dançar; a tua voz me acalmava, são dois pra lá, dois pra cá...]
Era como se Elis fosse Dalva de Oliveira ou Dolores Duran, ali ; e como se , de repente,eu tivesse uns trinta anos a mais. Por isso falei assim, Jeito de Depois. De repente, eu estava em Quem Serei .E acho que deu pra entender o que uma jovem de quinze anos sente, ouvindo Elis hoje Regina. É quase impossível explicar o que senti. [ Meu coração traiçoeiro, batia mais que o gongo, tremia mais que as maracas, descompassado de amor... ].
Daí pensei : Elis interpretou esta música com cheiro de passado, mesmo, por vontade própria. Artisticamente – foi isto ; daí a eu ter tido esta sensação diferente agora . Racionalizei, porque eu não estou pronta pra ser Depois, sabe ? ( Não sei porquê criticar tão acirradamente os mecanismos de defesa; Freud deveria ter sido um pouco mais complacente. Queria ele que tivéssemos mecanismos de ataque? E ainda mais que eu vivo de cara com o Inconsciente – gosto muito dele; sempre gostei de, pelo menos, tentar adentrá-lo. Como não defender-me de algumas Verdades ? E não temos que nos defendermos do Tempo ? )
Mas não foi racionalização, não: eu toquei o sentimento que advirá , senti na pele. Memória do que eu tenho certeza que será. Sim, porque ao ouvir Elis, sei que é exatamente aquilo que *sentir-se-á , daqui a alguns anos - *dei até um toque de tempo no verbo aqui, propositadamente , pra me explicar melhor.
[‘ Minha cabeça rodando, rodava mais que os casais. O teu perfume ‘gardênia’ e não me perguntes mais... A tua mão no pescoço, as tuas costas macias, por quanto tempo rondaram, as minhas noites vazias...’]
Está ininteligível isto aqui, eu sei. Mas foi realmente algo que, como digo, só é ‘ sentível’ ; assim , quase que indescritível . Meio que uma sensação de dèja vu , só que futurizada. Foi isto . E fiquei a pensar quem o Tempo pensa que é, se adentrando em Nós – silencioso, ou mais , mudo . O Tempo não tem preceito .
(Pensei agora em uma citação, a qual desde que li, guardei direito, do lado esquerdo do peito:
‘ Os índios fascinam a gente, porque são anteriores ao Tempo’. Antonio Callado consolou-nos, ao firmar isto . A sociedade indígena não permite que o Tempo passe pelas tribos. São determinantemente alheias ao Tempo. Antecedem-no . )
Fato foi que naquele momento, incorporei-me mesmo do Depois . Tentei sentir, em todos os sentidos, que o Tempo tinha passado e que tinha anoitecido em Mim . Quis saber se sentirei Ternura ou Amargura, quando olhar realmente para um Jovem, para um casal que nem pressupõe o que é o Depois e se ama, incontidamente, rua afora, noite adentro . [ ‘... ouvi tua voz murmurando: são dois pra lá, dois pra cá . ( Falso Brilhante – João Bosco – Aldir Blanc )]
Me adono do tempo, se quiser : foi esta a conclusão à qual cheguei . Se eu for realmente Ser , verdadeiramente Humano, me aproprio dele e me devaneio em todos os meus momentos – vivendo intensa e extensamente.
Há antes disto, contudo, a conscientização do Livre-Arbítrio e do caminho a ser seguido com ciência,resignação ( parece contraditório, mas não é ) e determinação . Com garra – feito bicho mesmo que tem sede de vida , entretanto, feito Homem, explorando além dos cinco sentidos, um conceito, uma benção, um dom , uma dádiva : a de Ser, Humano .
* Pode parecer um contrassenso o tema e o vídeo , entretanto não é . Este mostra que Querer é Viver.
Assinar:
Comentários (Atom)